quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Soneto 5


Ao templo do Destino fui levado:

Sobre o altar num cofre se firmava,

Em cujo seio cada qual buscava,

Tremendo, anúncio do futuro estado.

Tiro um papel e lio – céu sagrado,

Com quanta causa o coração pulsava!

Este duro decreto escrito estava

Com negra tinta pela mão do fado:

“Adore Polidoro a bela Ormia,

sem dela conseguir a recompensa,

nem quebrar-lhe os grilhões a tirania.”

Dar mãos Amor mo arranca, e sem detença,

Três vezes o levando à boca ímpia,

Jurou cumprir à risca a tal sentença.


Interpretação: O autor do poema fala sobre uma espécie de julgamento, que ele espera uma sentença, que põem seu  o seu destino em jogo, e ele jura se fiel a essa sentença.

Arcadismo: A característica do arcadismo presente nesse texto, é  ligado a mitologia por citar algo fora da realidade.

Glossário: Polidoro: Dó, origem absurda. 


Halef Holanda,16,1ºF.

3 comentários:

  1. O Soneto é bem mais do que um julgamento, entendi o que o soneto trata o amor como o julgamento, não consegui entender se ele estava esperando a resposta de sua amada, mas acho que sim.

    Número 29/1ºF

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  2. Penso que o eu lírico estava a espera de um julgamento, e que esse era muito importante.
    Diego Santos,09,1ºF.

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  3. Ao meu ver, o julgamento, não consigo identificar se é ou não do eu lírico, estava pré-definido.
    Wanessa Azevedo, 36, 1F

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